Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Salões de/sem chá

Na esplanada de uma pastelaria/salão de chá, este sábado à tarde.

Ela "O que vai ser?"

Eu "Estamos só à espera de uns amigos. Já pedimos. Obrigada."

Ela "Mas podem pedir agora. Eu aponto e não trago. Depois volto quando chegarem as pessoas e trago tudo junto"

Eu "Deixe estar. Depois pedimos tudo junto. Talvez seja mais fácil."

Ela "Diga lá, eu depois volto cá."

Eu (olho para Ele, com vontade de me rir) "Ok... são dois cafés, um bolo de amêndoa e outro de ovo"

 

Passados 5 minutos... Da entrada da pastelaria para a esplanada (a uns 10 metros de distância, no cimo de umas escadas)

Ela "Então? Ainda não chegaram???"

Eu "... Não! Quando chegarem eu chamo-a, pode ser?" ("esta gaja snifa pó de talco, só pode!)

Ele "Devias ter dito 'então não vê que sim!'"

 

Os amigos chegam.

Os amigos entram na pastelaria para escolher os bolos.

Aos amigos é dito que a empregada já os vai atender.

 

A empregada chega... passados vários minutos.

Ela "Então"

Amiga "Era um caramujo...

Ela "E mais?"

Amiga "...um bolo de ovo..."

Ela "E mais??? Tem de ser rápido porque tenho muita gente lá dentro. Desculpem lá"

Eu, Ele, Amiga & Amigo (Olhar "WTF???")

Eu "hã... sabe, é bastante desagradável estar a escolher sob pressão..." (mas o que me devia ter saído era... "ouça lá, não nos está a atender? temos de ser rápidos porquê? acha que isto tem algum jeito? isto é forma de tratar as pessoas?"

Amiga "Sim... mas sabe, também estivémos à sua espera cá fora um bom bocado. Traga então um compal de pêssego e um chá. Tem chá de quê?"

Ela "De tudo!"

Amiga "Pode ser de maçã e canela"

Ela "Ai esse não temos..."

Amiga "Então não tem de tudo..."

Ela "Temos, mas ele esqueceu-se de trazer esse"

Amiga "Então talvez seja mais fácil dizer-me o que tem..."

Ela "Cidreira, Menta, Laranja, Camomila,..."

Amiga "Pode ser de laranja então."

Ela "De laranja?"

Amiga "Sim."

 

Lanchamos.

Fomos pagar. Dissemos ao senhor da caixa que queríamos dividir.

O grunho senhor da caixa deu-nos uns talões que tinham coisas que não tínhamos pedido. Olha para nós como se estivessemos a inventar, mas depois deve ter percebido que era um erro da atrasada mental empregada.

Olhamos os talões para fazer as contas, mas o grunho senhor da caixa grunhiu balbuciou qualquer coisa e retirou-nos os talões da frente, dirigindo-se para a caixa registadora do outro lado do balcão (como se tivéssemos de adivinhar, nem um "por aqui, por favor")

Pagamos a conta.

Os Amigos nem tiveram vontade de levar uma caixinha de doces para casa.

 

publicado por pevide às 15:20
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